POLICIAL ACUSADO DE FACILITAR TRÁFICO DE DROGAS CONSEGUE LIBERDADE NO STF

Uma decisão do Superior Tribunal Federal (STF) mandou soltar um policial civil de São José dos Campos (SP) preso desde novembro de 2017 acusado pelo MP de envolvimento com tráfico de drogas. Nesta quinta (2), três policiais foram absolvidos no mesmo processo, que denunciou 30 policiais por envolvimento com criminosos. Apenas um deles seguia preso e teve liberdade autorizada.

O habeas corpus a Juarez Riberio da Rosa foi concedido em caráter liminar na quarta-feira (1º). Ele, que vai aguardar o julgamento em liberdade, é interno do presídio Romão Gomes, em São Paulo.

O policial atuava no 3º DP em São José dos Campos e integrou a lista do MP. Segundo a promotoria, ele atuava em um esquema com pagamento de propina a policiais para facilitar o tráfico de drogas no Campo dos Alemães, zona sul da cidade.

De acordo com a defesa de Juarez, o elo dele com o esquema, atribuído pelo MP, era o registro de uma viatura em seu nome na ocasião de uma ação apontada como suspeita pelo órgão . “Ele tem 19 anos de corporação sem qualquer advertência. Se entregou espontaneamente à época do pedido e vamos provar que não há envolvimento dele no caso citado pelo MP”, afirmou o advogado Italo Garbi.

De acordo com o advogado, apesar da liminar, Rosa aguarda a notificação do fórum em São José dos Campos para ser libertado. A expectativa é de que ele seja liberado até o fim desta sexta (3).

Inocência
A Justiça absolveu nesta quinta-feira (2) três policiais civis citados na denúncia do MP. Alexandre Pereira da Silva, Fabrízio Silano e Luís Fernando Lima Junior atuavam no setor de homicídios da Delegacia de Investigações Gerais (DIG).

Os três policiais foram acusados pelo MP de terem empreendido esforços incomuns e ilegais para recuperação de uma moto roubada sob pena de acabarem com o tráfico no Campo dos Alemães. Eles teriam a informação de que o autor do crime era do bairro da zona sul e, segundo o MP, teriam exigido a recuperação do veículo em troca de omissão.

Dois dos três presos, sendo Fabrizio e Luís Fernando, já tinham sido libertados da prisão em maio deste ano – a Justiça entendeu que não havia nenhum elemento concreto que pudesse indicar ameaça oferecida pelos acusados. Agora, a Justiça determinou a soltura também de Alexandre.

Em nota o Ministério Público informou que lamenta a decisão de 1ª instância e que vai recorrer.

Blanco Advocacia – Advogados Especialista em Tráfico de Drogas